sexta-feira, 25 de junho de 2010

Wilson Glagau se emociona com o reconhecimento de seu trabalho

O atacante goleador Wilson Glagau está na Europa juntamente com seu irmão e empresário, o zagueiro Alcírio Glagau, para negociar sua transferência para o HMFCS.
O HMFCS já havia demonstrado interesse pelo talentoso jogador. Mas ocorreu um fato que certamente contribuirá para o sucesso da negociação, a publicação de uma notícia muito bem redigida pelo narrador, comentarista e meio-campista da Escolinha, Alguimagner Love também conhecido como Galvão Moreno, elogiando a atuação de Glagauzinho nos gramados da Escolinha.
Segundo relato do quase ex-jogador da Escolinha, Alex, Wilson foi comunicado pela irmã, Ana, sobre a divulgação da matéria no site esportivo mais badalado da Terra-do-Nunca do Sindijus e se emocionou muito com a informação. Banhado em lágrimas o craque afirmou que vem trabalhando duro há muito tempo para alcançar seus objetivos e que esse momento maravilhoso que vive é parte do reconhecimento pelos seus esforços.

Marcão "Jabuti", o nosso zagueiro-contador! General do Prof. Valdecir!

O sucesso de uma equipe depende da qualidade, responsabilidade e empenho das pessoas envolvidas. O Prof. Valdecir que comanda, com rara competência, há mais de dez anos, a escolinha que leva o seu nome, , tem hoje como seu principal auxiliar no comando administrativo, futebolístico, contábil e cultural, o brioso zagueiro, titular incontestável da linha de defesa, Marcão “Jabuti”.
No treino Marcão “Jabuti” sempre apresenta a classe e elegância de um Mauro Galvão.
Fora de campo é um verdadeiro Paulo Bernardo, ministro do governo Lula, na área das finanças. Somando, dividindo, multiplicando, comprando com antecedência o bifão na chapa, o tomate e cebola para o vinagrete, repondo com eficiência os botijões de gás; sempre presente nas reuniões pós-jogo, sempre rindo, sempre brincando, cobrando com jeitinho os caloteiros do mês, Marcão “Jabuti” tem se mostrado um cara imprescindível para nossa agremiação.
Bastante satisfeito com seu zagueiro-contador, o Prof. Valdecir ontem o professor assim segredou á este blogueiro:
“___Se a minha escolinha fosse um exército, Marcão “Jabuti” seria com certeza o meu grande general!”

"DJ Correria": The loves in the air (O amor está no ar!)

O amor está no ar! Apesar de não ser a estação das flores, no dia de ontem, dia tradicional dos treinos da Escolinha do Prof. Valdecir, “DJ Correria”, apresentou a todos o seu mais novo bofe.
O “DJ Correria” já tinha enviado, anteriormente, ofício á direção da entidade dizendo que estava levando uma pessoa querida para treinar na escolinha. Pois ontem foi o dia escolhido para apresentação do seu bofe. Segundo as más línguas o Bofe está um pouquinho fora de peso, mas é engraçadinho. Todos os outros jogadores perceberam que o “DJ Correria” estava correndo mais do que o normal, disputando a bola com uma vitalidade nunca vista.
Comentando o preparo físico demonstrado pelo “DJ Correria”, assim declarou:
“___Já era esperado! Quando a gente está amando mil léguas parecem uma milha!”

"A cozinha agora tem dono!"

Ontem após um delicioso e suculento arroz carreteiro preparado pelo jogador Marcinho “Caneta” e seu bofe, foi feita uma assembléia para discutirmos os rumos da cozinha da nossa Escolinha. Tal discussão foi necessária posto que devemos nos assegurar que após os aguerridos treinos e partidas do nosso escrete, tenhamos a oportunidade de desfrutarmos de um saboroso prato, acompanhando as loirinhas geladas.
Depois do fiasco do pior vinagrete do mundo, já comentado aqui neste blog, decidiu-se, através de votação, que o jogador “Pipoquinha pé-de-cupim”, está terminantemente proibido, sob pena de ser excluído do elenco, de encostar a barriga no tanque ou perto das panelas para cozinhar qualquer coisa que seja.
Votou-se também que pela qualidade do arroz carreteiro, o Marcinho “Caneta” e seu bofe, serão sempre os escolhidos para preparar este tipo de comida.
O popular bifão na chapa vai sempre ficar a cargo do valoroso jogador e corneteiro Jaime “carrin de suco”. A sua competência e responsabilidade, como é sabido por todos os outros jogadores, nesse quesito tem sido inigualável.
Já para comidas que exige maiores habilidades, tais como peixes e frutos do mar, foi escolhido os jogadores Guima “Aladim” como Mestre cuca principal e o Prof. Valdecir, como seu auxiliar.
Ao final da assembléia todo mundo ficou contente com a votação e o Prof. Valdecir numa frase curta e feliz, resumiu o sentimento geral do grupo:
“___A cozinha agora tem dono!”

Wilson Gaglau, destaque do treino!

Apesar de ter perdido o habilidoso homem de frente Nicoalau “Cobrinha” para o time de craques da igreja Testemunha de Jeová, o Prof Valdecir tem levado muita fé num promissor jogador, recém subido das categorias de base da Escolinha, o surpreendente meia atacante Wilson “Glagau”.
Um jogador muito leve, habilidoso, dono de um toque refinado, que defende com rara categoria para um jogador meia atacante e que ataca com invejável rapidez e perfeição, lembrando nosso inesquecível Nicolau “Cobrinha”.
O jovem “Gaglau” foi trazido para fazer teste na categoria de base da Escolinha pelo seu irmão, o valente zagueiro do HMFCS, Alcírio Gaglau.
No treino de ontem, o jogador Nerivan, filho do “Pipoquinha pé-de-cupim, ficou boquiaberto com a atuação soberba do Wilson “Gaglau” nas quatro linhas do nosso estádio.
Ao fim da partida, no momento de descontração após o puxado treino o Nerivan assim comentou a performance de Wilson “Gaglau”:
“___Eu não tinha visto nem de longe nada parecido. Esse menino parece assombrado!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Apelido: os nossos outros nomes de infância ou de grupo!

Devido a criatividade de apelidos em nosso grupo(Marcão "jabuti", Jaime "carrin de suco", Guima "aladim", "Prof." Valdecir, Zé "tromba-tromba", "DJ correria", "Cabelo", "Cabelinho", "Véio do rio", "Cobrinha" e outros tantos, estou postando no blog um texto meu, escrito recentemente a respeito do assunto.

Todo mundo conhece a criatividade do povo brasileiro para dar nome ás coisas e ás pessoas. Essa inventividade parece estar presente em nosso DNA e quando começamos a crescer, começamos habilmente exercita-la. Eu, quando ainda criança, comecei a praticá-la nos campinhos de futebol. Ali era, a igreja onde iniciavamos e eramos iniciados na arte de apelidar. A sua técnica consistia unir alguma coisa que ressalta na personalidade ou no corpo da pessoa ao nome de alguma outra coisa (animal, diminutivos e etc). O seu sucesso consiste em perceber que esse apelido quando pronunciado possa causar um riso danado nos outros. A arte de dar apelido ás pessoas tem sua versão desenhada nas charges. O apelido é considerado clássico quando se entranhe de tal forma que incorporado ao vivente substitua para todo o sempre o nome de batismo e de cartório da pessoa.
Expressões não se prestam para este fim, ex. chamar uma pessoa muito alta de "vara de apanhar estrelas", embora soe engraçado, jamais será guindado ao status de um apelido clássico. Expressões são linhas imensas, apelidos são estações. As expressões, por ser de natureza diversa dos apelidos, na minha infância, elas serviam para no calor da discussão você tenta ironizar ou depreciar seu inimigo, ex: "vá tomar no.....seu filho duma .....", "pescoço de girafa!", "vara de apanhar mamão", "macacão do filme do Tarzan"e por aí afora. Já o verdadeiro sucesso, os apelidos que ganhavam o status de um nome, ou ao menos era a ele associado, era feito de um nome breve, curto e conciso, um dedo tocado direto na ferida, ponto direto ao assunto.
Após ser dado um apelido os outros do grupo tinha que aprová-lo.
Isto se dava quando divulgado o apelido os outros concordavam com tal chacota e passava a utilizá-la sempre.
O apelido, era como uma impressão digital e todo mundo do grupinho tinha o seu. Os apelidos que mais pegava eram aqueles que quando dado á algum garoto , ele ficava possesso de raiva.
Se escolhido o apelido o pequeno não concordasse, este apelido certamente estava fadado ao sucesso.
Alguns, eu me lembro, eram derivados de nome de família, porque já era apelido do pai do garoto e assim ele acabava sendo nominado pelo apelido do pai. Por conta disso, tínhamos a família "Carmelito", Jorgin "Carmelito" e o Nenê "carmelito". Ficou de fora, mesmo tendo o nome "Carmelito", um dos irmãos, que ficou sendo apelidado de "Maninho", que era engraçado, porque o apelido no diminutivo era de um cara muito grande para sua idade. Tenho uma tia que no início antes de tudo era Lourdes, ficou sendo Lurdinha para até os dias de hoje; Um primo meu ficou sendo nominado de "Nóca", apelido que sua mãe havia lhe dado quando criança. Com o passar do tempo e devido ao seu hábito de beber leites em grandes quantidades, nós trocamos o "Nóca" por "Gatin", o que lhe deixou exasperado; lembro-me de um amigo chamado José, filho do seu Zico e da Dona Lourdes, que como todo José, passou a ser chamado diminutivamente de "Zé" e por não gostar de comer mandioca, arrumamos um aditivo ao seu apelido e passou a ser chamado "Zé mandioca", para o todo sempre e até o nunca mais.
O irmão do " Zé Mandioca", era magrinho e cabeludo e, de Antônio Carlos, passou a ser chamado "Chitinha", irmãos destes, os gêmeos Otair e Odair, eram mais conhecidos como os "Os geminhos";
um grande amigo que no primeiro dia de aula, ao invés de o colocarem no primeiro ano, foi para o jardim escolar, sendo o único grandão entre as crianças, antes de se aperceberem do erro, virou o Jair "dupré". Tendo segredado o pecado dos outros, acho de bom tom, também contar o meu. De natureza quieta e disposto a ajudar sempre as pessoas, meu apelido inicial era uma expressão : "o bom, fiho da preta" ou "o bom,filho do mané!" Primeiramente, suprimido o filho, virou o "O bom da Preta" ou o "O bom do mané". pois o "do" já implicava que era pertecente ou de alguém e, como todos do conheciam meus pais, o "do" tomou eficientemente o lugar do filho. Apesar da primeira redução, com a supressão do filho, ainda meu apelido continuava sendo uma expressão : "o bom do mané".
A providência foi tomada por meus parceiros que acabaram também por eliminar o "do". Sem nunca ter sido em nenhuma fase de minha vida um morador tipico da roça ou do sítio, sem nunca ter sido um garoto abobalhado, meu apelido, diminuído mais um pouco ainda, ficou então, "bom mané".
Agora sim estava perfeito! Por ser, quando criança, de natureza bondosa e dócil meus companheiros de travessuras me olhavam, para minha raiva e desespero, e falavam jocosamente uns para os outros: "Bom mané!"